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sábado, 25 de febrero de 2012

Tinkunaco 023712



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Ilustración publicada en Kaosenlared.net

JM  Álvarez
El objetivo es aumentar el desempleo, no disminuirlo

La jauría de Túnez se quedó con las garrapatas

Luis Bilbao
¿Hasta dónde llegarán?

Sergio Ferrari 
"Las multinacionales en Colombia atentan contra los derechos sindicales"

Andrés Figueroa Cornejo  
Argentina: La marcha de los justos contra el saqueo y el terror

Roberto González Amador
El avance de las ganancias de los bancos en México, 20 veces mayor al de la economía

Rómulo Pardo Silva
La paz depende de tener armas avanzadas que contengan a Estados Unidos La paz depende de tener armas avanzadas que contengan a Estados Unidos

Esther Pineda G
Globalización y esclavitud sexual

Prensa Web RNV/Patria Grande
Deuda per cápita del gobierno de EEUU es peor que la de Grecia

Gloria Reyes Trinidad

Colombia: la "paz" de Santos. ¿Negociacion o rendicion?

Carlos Rivero Collado
Irán: ¿se acerca la catástrofe?

Magdalena Rosas.
Levantamiento en la Patagonia chilena: informaciones directas

José Steinsleger
La USAID en Ecuador

Giorgio Trucchi
Honduras: “El golpismo sigue entronizado en el país”

Tinkunaco 0236/12 - Revista on line - América XXI

Revista on line 
América XXI - Nº 02/12

Tinkunaco 0235/12


Ilustración de Josetxo Ezcurra publicada en Rebelion.org

Itziar Agulló Fernández
El caso Zara, mercado de trabajo para jóvenes - I

El caso Zara, mercado de trabajo para jóvenes y II

Auni al Qalamyi
EEUU y la retirada definitiva de Iraq

Rina Bertaccini
Atlántico Sur: Del colonialismo del siglo XIX al imperialismo del siglo XXI

Amy Goodman
Pacto con el diablo - La campaña de Obama y la financiación de las empresas

Gemán Gorraiz Lopez
La reforma laboral que se avecina

Miguel Jorge
Carta de Rober Waters en favor de Bradley Manning: “es un símbolo de la creciente resistencia a la industria militar”

imperio (clepto / pluto / pato / cracia terrorista, homicida, magnicida, genocida, ecocida, neocolonialista, racista, brutal, mafiosa, cínica, hipócrita, insaciable, cobarde y decadente)
Se intensifica en EEUU el debate sobre un ataque militar a Irán con o sin Israel

Obama sobre Siria:: `llegó la hora de la transición´

Ollantay Itzamná
Honduras, nos aplican la terapia de shock

Horacio Machado Aráoz
Paisajes neocoloniales de la minería transnacional en NuestrAmérica

Sandra Russo
Colonialismo, colonos y colonizados

Bea Whitaker
Entrevista con la activista social Esther Vivas en el Foro Social Temático de Porto Alegre - “La lucha contra el capitalismo es también la lucha contra un sistema productivista que no tiene en cuenta los límites del planeta”

Raúl Zibechi
Dos continentes contra el neoliberalismo

viernes, 24 de febrero de 2012

Tinkunaco 0234/12 - [Carta O BERRO] Fraternidade e Saúde Pública por Frei Betto

Carta O Berro.........................................................repassem
 
 
Fraternidade e Saúde Pública
 
Frei Betto
Escritor e assessor de movimentos sociais
Adital
O título deste artigo é o tema da Campanha da Fraternidade 2012, promovida pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil). Iniciada na Quarta-Feira de Cinzas, a campanha se estende até o domingo de Páscoa e tem como lema um versículo do livro do Eclesiástico: "Que a saúde se difunda sobre a Terra” (38, 8).
Saúde e tradição cristã estão intimamente associadas. Nos evangelhos, Jesus prima por curar física, psíquica e espiritualmente. Ao longo da história ocidental, a Igreja se destacou como provedora da saúde. De sua iniciativa surgiram os primeiros hospitais, sanatórios e, no Brasil, Santas Casas de Misericórdia.
Nos santuários, de Aparecida a Juazeiro do Norte, a manifestação de fé do povo na cura -bênção de Deus por intercessão de santos-, aparece das "salas dos milagres”, onde se enfileiram os ex-votos.
Os bispos reconhecem os avanços da saúde no Brasil, como a redução da mortalidade infantil (na qual a Pastoral da Criança, iniciativa da Dra. Zilda Arns, desempenha papel fundamental). Em 1980, eram registrados 69,12 óbitos por 1.000 nascidos vivos. Em 2010, o índice caiu para 19,88.
A expectativa de vida no Brasil apresenta evolução significativa nas últimas décadas. Em 2008, a esperança de vida dos brasileiros, ao nascer, chegou a 72 anos, 10 meses e 10 dias. A média entre homens é de 69,11 anos e, entre mulheres, 76,71.
De 1980 a 2000, a população de idosos cresceu 107%, enquanto a dos jovens de até 14 anos apenas 14% (Ministério da Saúde, 2011). Em 1980, as crianças de 0 a 14 anos correspondiam a 38,25% da população e, em 2009, representavam 26,04%. Entretanto, o contingente com 65 anos ou mais de idade pulou de 4,01% para 6,67% no mesmo período. Em 2050, o primeiro grupo representará 13,15%, ao passo que os idosos ultrapassarão os 22,17% da população total.
A melhoria, no Brasil, das condições de vida em geral trouxe maior longevidade à população. O número de idosos já chega a 21 milhões de pessoas. As projeções apontam para a duplicação deste contingente nos próximos 20 anos, ou seja, ampliação de 8% para 15%. Porém, o percentual de crianças e jovens está em queda. Uma das causas é a diminuição do índice de fecundidade por casal, que, em 2008, caiu para 1,8 filhos, o que aproxima o Brasil dos países com as menores taxas de fecundidade.
Como a mortalidade infantil ainda é alta em relação aos melhores indicadores -19,88/1.000- verifica-se a preocupante diminuição percentual da faixa etária mais jovem. Portanto, uma impactante transição demográfica está em curso no país.
A julgar pelas projeções, essa transição demográfica mudará a face da população brasileira. Segundo estimativas, em 2050, haverá 100 milhões de indivíduos com mais de 50 anos, causando reflexos diretos no campo da saúde. Hoje, a hipertensão afeta metade dos idosos. Dores na coluna, artrite, reumatismo são doenças muito comuns entre as pessoas de 60 anos ou mais.
O consumismo e a falta de educação nutricional mudam, agora, o padrão físico do brasileiro. O excesso de peso ou sobrepeso e a obesidade explodiram. Segundo o IBGE, em 2009, o sobrepeso atingiu mais de 30% das crianças entre 5 e 9 anos de idade; cerca de 20% da população entre 10 e 19 anos; 48% das mulheres; 50,1% dos homens acima de 20 anos[1] <#_ftn1> . Em suma, 48,1% da população brasileira estão acima do peso, e 15% são obesos.
Trata-se de verdadeira epidemia. Desde 2003, a POF (Pesquisa Orçamentária Familiar) indica que as famílias estão substituindo a alimentação tradicional na dieta do brasileiro (arroz, feijão, hortaliças) pela industrializada, mais calórica e menos nutritiva, com reflexos no equilíbrio do organismo, podendo resultar em enfermidades como o descontrole da pressão arterial e o diabetes.
Apesar dos avanços, a Campanha da Fraternidade considera o SUS um "caos, sobretudo perante os olhos dos mais necessitados de seus serviços”.
Garantir à população direitos e recursos previstos na Constituição sobre a Seguridade Social (Assistência Social, Previdência Social e Saúde) é um dos principais desafios na atualidade. Na contramão do que prevê a Constituição, são as famílias que mais gastam com saúde.
Dados do IBGE mostram que o gasto com a saúde representou 8,4% do Produto Interno Bruto (PIB) do país, em 2007. Do total registrado, 58,4% (ou R$ 128,9 bilhões) foram gastos pelas famílias, enquanto 41,6% (R$ 93,4 bilhões) ficaram a cargo do setor público.
Nos países ricos, 70% dos gastos com saúde são cobertos pelo governo e apenas 30% pelas famílias. Para especialistas na área de Saúde Pública, o gasto total com a saúde, em 2009, foi de R$ 270 bilhões (8,5% do PIB), sendo R$ 127 bilhões (47% dos recursos ou 4% do PIB) de recursos públicos e R$ 143 bilhões (53% dos recursos ou 4,5% do PIB) de recursos privados.
O orçamento da União para a Saúde, em 2011, foi de R$ 68,8 bilhões. Deste total, somente R$ 12 bilhões foram investidos na atenção básica à saúde, por meio de programas do Ministério da Saúde.
O Brasil conta com mais de 192 milhões de habitantes e 5.565 municípios. Entretanto, vários municípios, principalmente das regiões Norte, Nordeste e Centro Oeste, não dispõem de profissionais de saúde para os cuidados básicos, sendo que, em centenas deles, não há médicos para atendimento diário à população.
Cerca de 150 (78% da população) milhões de brasileiros dependem do SUS para ter acesso aos serviços de saúde. Pois não têm o privilégio da parcela de 40 milhões que pagam planos privados de saúde, com medo da ineficiência do SUS.
"Vim para que todos tenham vida e vida em abundância”, disse Jesus (João 10, 10). Se assim não ocorre, resta-nos fazer de nosso voto e cidadania pressão e exigência de uma nação saudável.
[Frei Betto é escritor, autor, em parceria com Marcelo Gleiser e Waldemar Falcão, de "Conversa sobre a fé e a ciência” (Agir).

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Tinkunaco 0233/12

Ilustración publicada en Noalaguerraimperialista-madrid.blogspot.com


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